Observações sobre Stopping Power

Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor raubvogel » 26/03/2019 18:30

Erick Tamberg escreveu:Raramente esse fenômeno é instantâneo. É proporcional ao calibre e local atingido e inversamente proporcional ao porte físico da vítma.


Eu adicionaria que o lugar antingido é uma das coisas mais importantes. Como se diria em imóveis, localização, localização, localização.

.22 Já foi usado para matar urso, mas eu não recomendaria: https://www.ammoland.com/2014/11/what-2 ... y-in-1953/

E 9mm também: https://www.americanhunter.org/articles ... mm-pistol/
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor Leo_FuzNav » 29/03/2019 22:51

Em relação ao vídeo, acredito que isso já foi vastamente discutido no forum. Munições com maior energia causam maiores cavidades temporárias e/ou permanentes, aumentando a probabilidade de romper tecidos importantes ou arterias.
Acertar um ponto específico, como é o caso da cervical ou a base do cérebro é a "melhor hípotese" para um defensor, porém deve-se trabalhar em cima da pior hipótese.
Eu confio no meu 22, desde que a 45 esteja por perto.
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor Chaves » 30/03/2019 07:44

Existem muitas evidências contrárias a doutrina do poder de parada. Segue um artigo interessante que corrobora o discutido no vídeo do só canal sobrevencialismo.

https://www.buckeyefirearms.org/alterna ... ping-power
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor Erick Tamberg » 01/04/2019 01:06

Leo_FuzNav escreveu:Em relação ao vídeo, acredito que isso já foi vastamente discutido no forum. Munições com maior energia causam maiores cavidades temporárias e/ou permanentes, aumentando a probabilidade de romper tecidos importantes ou arterias.
Acertar um ponto específico, como é o caso da cervical ou a base do cérebro é a "melhor hípotese" para um defensor, porém deve-se trabalhar em cima da pior hipótese.


Hatcher, lá nos anos 30, não conseguiu achar correlação direta entre energia cinética e poder de parada, especialmente porque o calibre de maior energia que ele testou era o de menor diâmetro (7,65mm Parabellum). Concluiu que o momento apresentava maior correlação, sendo um parâmetro mais adequado.

De qualquer forma, nenhum calibre de arma curta gera energia (ou momento) suficiente para garantir o resultado com um só impacto.
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor Lucas Trum » 11/04/2019 08:21

Alguém já ouviu falar em munição explosiva?

Achei um artigo no Wikipedia (desculpem a fonte ruim) que explica até como era feita.

No século XX usavam glicerina ou mercúrio dentro do projétil, quando ele se chocava com algum objeto devido a grande pressão e o liquido nao ter para onde ir, o projétil explodia...

Creio que nao se fale, produza ou teste muito esse tipo de coisa por ser proibido pela convenção de genebra, mas gostaria de saber se de fato funciona...

Eu só testei atirando na argila, e consegui perceber que de fato explode, inclusive ficou fragmentos de chumbo na argila, e o estrago foi muito maior do que atirar com ogival

A ideia era que com apenas um tiro se imobilizasse o inimigo, independente do calibre da arma, achei que tinha tudo a ver com o assunto
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor moliternoga » 11/04/2019 10:42

Acredito que tenha o mesmo efeito de uma munição de fragmentação. Existem munições militares que contém carga explosiva no interior do projétil, mais comum em munições .50bmg e canhões. Os americanos usam uma munição .50bmg cbamada de Raufoss mk211 que contém alto explosivo no interior do projétil que detona com impacto. Utilizar mercúrio ou glicerina vai ajudar apenas a forçar a fragmentação do projétil e não explodir.
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Re: Observações sobre Stopping Power

Mensagempor Erick Tamberg » 11/04/2019 10:47

Houve experimentos nesse sentido. Se funcionassem, os fabricantes adotariam.

Nos EUA, existe a munição Exploder, que nada mais é do que um projétil de ponta oca comum preenchido com pólvora de queima rápida e tampado por uma espoleta. O comprador precisa ter o mesmo tipo de licença exigido para adquirir dinamite.

Há munições explosivas para uso militar, porém, as leis de guerra limitam seu emprego a antimaterial.

A tal Convenção não é a de Genebra, mas sim a de Haia, de 1899. Diga-se que o teor desse artigo esconde um componente racista.

Essa norma baniu as munições expansivas para uso em guerras. As munições expansivas foram desenvolvidas na Índia, quando ainda colônia britânica, na cidade de Dum-Dum (daí o nome), na fronteira com o atual Bangladesh.

À luz do Direito Internacional da época, só era considerado guerra um conflito entre duas nações soberanas. Noutras palavras, a munição expansiva não poderia ser empregara em um conflito entre países civilizados, mas poderia ser usada por uma potência colonial contra movimentos de independência. Um britânico ou francês não poderia atirar num alemão com munição expansiva, mas num sudanês ou argelino poderia...
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